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Povo baiano no Axé – Maria Rita


Maria Rita era uma baiana faceira, daquelas meiguices brejeira que somente nosso sertão nordestino tem.

Seu jeito manso de falar era quase uma canção de ninar, mas tem firmeza nas mensagens de conforto que nos dá.


Quando desce no terreiro, vem com as mãos na cintura dançando para a tristeza afastar.

Maria Rita gosta de contar sua história com leveza e carinho,

diz que viveu sua vida com a dignidade da “mulher que vive só”.

Chega rindo, quebrando demandas dos filhos, que lá vão

com o mal no corpo, para o povo baiano curar.


Sobre ervas e magia, não tem para ninguém.

Sabe reza, sabe ponto riscado, benze como ninguém.

Vem na linha da vovó e do vovô, pois de sofrimento entende bem.


No riacho de Oxum, mãe d’água, Iara de rio.

Diz a lenda que a Baiana, volta prenha do Boto.

- Três vezes, dona Maria?

No rio do nordeste nem boto têm!


Eta Baianada arretada! Salve o povo baiano.


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